Manifesto de Solidariedade
Caros amigos do tênis brasileiro,
Hoje, escrevo não apenas como presidente da Confederação Brasileira de Tênis, mas como alguém que acredita na força da nossa comunidade.
Gostaria de compartilhar a história do técnico e professor de tênis Júlio César dos Santos Rocha, o nosso querido Cesinha, e pedir a atenção e o apoio de todos neste momento tão delicado.
Cesinha, de 45 anos, é um profissional muito conhecido e respeitado no tênis de Brasília. Ao longo de sua trajetória, dedicou sua vida ao esporte, formando atletas, ensinando valores e ajudando a construir o tênis brasileiro.
No fim de maio, ele viajou para Paris, na França, para acompanhar Roland Garros e celebrar os 20 anos de casamento com sua esposa, Leilza Aquino. Porém, ainda no segundo dia da viagem, antes mesmo de assistir às partidas, começou a passar mal e precisou ser internado.
Após uma série de exames, foi diagnosticado com dermatomiosite associada à pneumocistose, uma doença autoimune rara que comprometeu gravemente seus pulmões. Hoje, Cesinha está internado há cerca de 40 dias e permanece em coma induzido há mais de 20 dias.
A equipe médica francesa concluiu que sua melhor chance de recuperação é ser transferido para o Brasil, onde poderá ser avaliado para um transplante bilateral de pulmão.
Essa transferência precisa ser realizada em uma UTI aérea equipada com ECMO, estrutura essencial para garantir sua segurança durante o voo. O custo desse transporte é de aproximadamente US$ 265 mil, dos quais o seguro-saúde cobre apenas US$ 100 mil.
Ao mesmo tempo, a família trabalha para garantir uma vaga em um hospital brasileiro de referência em transplante pulmonar e providenciar toda a documentação necessária para sua inclusão na fila de transplantes.
Nos últimos dias, o quadro tornou-se ainda mais delicado. Durante a internação, Cesinha contraiu uma bactéria hospitalar e segue em tratamento para reunir condições clínicas que permitam seu retorno ao Brasil.
Infelizmente, a legislação brasileira não prevê o custeio desse tipo de repatriação médica. Por isso, familiares, amigos e integrantes do tênis iniciaram uma campanha para arrecadar os recursos necessários. Até o momento, cerca de R$ 150 mil foram arrecadados, mas ainda há um longo caminho pela frente.
É justamente por isso que faço este apelo.
O tênis brasileiro sempre foi uma grande família. Somos atletas, treinadores, árbitros, dirigentes, clubes, academias, pais, patrocinadores, profissionais e apaixonados pelo esporte. Nos momentos mais difíceis, mostramos a força da nossa união.
Convido todo o ecossistema do tênis brasileiro a abraçar essa causa. Cada contribuição, independentemente do valor, nos aproxima do objetivo de trazer o Cesinha de volta ao Brasil para que ele tenha a oportunidade de continuar lutando por sua vida. E, para aqueles que não puderem contribuir financeiramente, compartilhar essa campanha já representa uma ajuda enorme.
Vamos transformar a solidariedade em ação e mostrar, mais uma vez, a força da nossa comunidade.
Em nome da Confederação Brasileira de Tênis, agradeço profundamente a todos que puderem colaborar, compartilhar esta mensagem e manter o Cesinha e sua família em suas orações.
PIX para doações:
Leilza Aquino
Celular (PIX): (61) 98430-2429
Muito obrigado.
Alexandre Farias
Presidente da Confederação Brasileira de Tênis
